quarta-feira, 2 de março de 2011

Sem Querer

    

      Não sei o que houve. Sinceramente, eu não sei. Mal nos conhecíamos.
      Só me lembro de ter esbarrado em você num dia, relativamente, fresco, para o nosso clima hiper quente de verão. E você? Bem, você retribuiu a minha intensa falta de atenção com um lindo sorriso, e um, está tudo bem? Na verdade, não. Foi o que eu respondi para um estranho com um sorriso de derreter.
      Eu sei. Essa não era a resposta que você queria ouvir. Ainda mais de uma garota aparentemente transtornada, mas o que eu podia fazer se precisava de alguém naquele momento? poxa, eu estava frágil, e você foi tão gentil e carinhoso... De qualquer forma não adianta mais lamentar; o que está feito, está.
      Você sentou e ouviu toda história, com cada vírgula e cada lágrima, sem se preocupar com a escola ou o trabalho; apenas me ouviu. E isso foi muito importante para mim. Depois a gente acabou até rindo, ou melhor, depois de tudo, você acabou me fazendo rir.
      Me levou para casa e me desejou boa noite.
      Foi aí que eu comecei a me perguntar se iria vê-lo novamente; se iriamos nos tornar amigos ou se tudo acabaria com um boa noite carinho. Só que desta vez as perguntas não duraram muito tempo; você entrou para a minha turma no curso de inglês. E a partir de então nós nos tornamos grandes amigos; você sempre me entendia e me fazia rir e eu, sempre ao seu lado lhe dando conselhos e lhe apoiando nas escolhas mais difíceis.
      Era naquele momento da conversa em que um fica olhando para a cara do outro esperando alguma reação. Então você me beijou... simples assim.
      Foi repentino, mas avassalador; infalível para eu me deparar com os tais sintomas os quais todos falam, que são os princípios básicos para se diagnosticar a doença mais conhecida pelo coração. Sim, esses mesmos, o friozinho na barriga, borboletas no estômago... Pois é, foi exatamente o que eu senti; e acho que você também, já que eu senti seu corpo se arrupiar com a retribuição daquele beijo roubado. Agora tudo está resolvido, eu sei a verdade; nós estamos vivendo o mesmo sentimento...
      ...O destino? Talvez seja mesmo. No entanto, não foi culpa minha; e acho, que nem sua. Apenas aconteceu... sem querer.



--- Gabriela

4 comentários:

Grupo PERA teatro de comédia disse...

Olá Meninas. Adoramos o blog de vcs. Parabéns e sucessos!!!!! Agora sigam a gente também. Valeu....

Clarinháa .! disse...

que lindo, flor! historia real ou fic?
muuita fofa *-*

Monaliza disse...

Olá garotas. Que bom que gostaram do blog. Estou seguindo por aqui. Boa sorte. Beijos.

Gabriela disse...

É muito bom receber elogios : ) Obrigada!

Clarinha, vc já ouviu falar que em toda bricadeira tem uma pitadinha de verdade? Pois então, isso também acontece nos meus textos ^^ Porém, nem sempre, da maneira que eu conto a vcs.

bjo bjo